A praga é originária da África e foi constatada no Brasil em 1850. Ataca exclusivamente o cafeeiro, se alimentando unicamente do parênquima foliar, causando minas (galerias), daí o nome Bicho Mineiro. É uma das pragas-chave da cultura, responsável por grandes prejuízos econômicos, pela diminuição da produção em decorrência da redução da área foliar e da desfolha. O adulto é uma mariposa branca com 6,5 mm de envergadura. A fêmea realiza a postura na face superior da folha, sendo que, após a eclosão, a lagartinha penetra na folha, onde permanece se alimentando, durante toda a fase larval.

Fatores que favorecem sua presença

Regiões com período seco bem definido e prolongado, baixa umidade relativa do ar, localização da lavoura em face soalheira (faces quentes e ensolaradas), uso excessivo de produtos cúpricos, uso de inseticidas pouco seletivos que eliminam os inimigos naturais. A presença do bicho mineiro, atacando a lavoura, é percebida através de lesões típicas, escurecidas, de contorno irregular e tamanho variável.

Controle

O controle químico deve ser iniciado quando for constatado o índice de 30% de folhas minadas. Nas lavouras em formação, deve-se considerar que, mesmo uma pequena desfolha poderá prejudicar o seu desenvolvimento inicial. Nesse caso aos primeiros sinais de ataque do bicho mineiro deverão ser tomadas as providências para o seu controle.

Consultor Agronômico – Claudimar de Souza Alcantara

 

Referências bibliográficas

MATIELLO, J.B.; SANTINATO, R.; GARCIA, A.W.R.; ALMEIDA, S.R.; FERNANDES, D.R. Cultura de café no Brasil – Manual de Recomendações.

Varginha: MAPA/ PROCAFE, 2010. 546 p.

MORAES, J. C.; SANTOS, F.A.; VILELA, M. Identificação e Manejo de Insetos-Praga do Cafeeiro. Il. – Curso MBA Coffee Business. Lavras: UFLA/ FAEPE, 2009. 67 p.

REIS, P.R.; CUNHA, R.L DA.  Café Arábica do plantio à colheita. 1ª ed. 1 v. Lavras: UR EPAMIG SM, 2010. 896 p.

 

ZAMBOLIM, L. Rastreabilidade para a cadeia produtiva do café. Viçosa: UFV/ DFP – Suprema Gráfica e Editora Ltda., 2007. 442 p.