Desequilíbrio Nutricional em plantas de café e seus prejuízos

Os nutrientes tem diversas funções nas vidas das plantas, são componentes estruturais que atuam nas moléculas de enzimas e coenzimas, e são ativadores enzimáticos.

Para completar seu ciclo as plantas necessitam de: carbono, hidrogênio, oxigênio e mais 14 elementos essenciais, sendo eles, divididos em micronutrientes e macronutrientes. A falta ou excesso de um nutriente pode acarretar diversos prejuízos, pois a planta produz através do elemento que está em falta, assim devemos manter os elementos equilibrados, pois o excesso de um elemento inibi a absorção de outro, plantas bem nutridas estão melhor protegidas de pragas e doenças, diminuindo assim, prejuízos ocasionados por tal.

Nesse trabalho foi coletado duas plantas em um talhão, foram separados os grãos cereja, Verde-cana, verde e seco. Após a separação foi feito a contagem dos grãos, no qual observamos: 26%grãos cerejas, 33%grãos Verde-cana, 14%grãos verdes e 27% grãos secos. Logo após, fizemos a pesagem e obtivemos os seguintes resultados:

Foi feito a contagem total de grãos e pesagem totalizando em 912 grãos com 991g gramas totais onde teve : 

Grãos Cerejas= 237 grãos, 343 gramas.

Grãos Verde-cana= 294 grãos, 339 gramas.

Grãos Verde= 131 grãos, 138 gramas.

Grãos Seco =250 grãos, 171 gramas.

Foi feito também a pesagem de 20 grãos.

Cereja =29 gramas.

Verde-cana =23 gramas.

Verde =21 gramas.

Seco= 14 gramas.

Conclusão

Devido a nutrição desequilibrada foi ocasionado várias doenças, onde foi observado a seca de ramos com frutos, ocorrendo assim, uma perda de 5 sacas por há, perda na qualidade de bebida e um prejuízo grande para o próximo ano safra, devido a perda de hastes e de área fotossintética “folhas”.

PATTRYCK YAN NICOLAU VITOR DE OLIVEIRA

Engenheiro Agrônomo 

Pós Graduando em Fertilidade de Solos e Nutrição de Plantas.

Prevenção ao COVID-19

Profissionais da saúde e autoridades têm destacado, como medida preventiva à propagação da Covid-19, causada pelo novo coronavírus, a relevância de que os brasileiros evitem aglomerações e o contato próximo com outras pessoas. A recomendação ocorre porque a transmissão pelo vírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

– Espirro
– Tosse
– Gotículas de saliva
– Contato físico com uma pessoa infectada
– Toque em objetos ou superfícies contaminadas (seguido de contato com boca, nariz ou olhos)

Para reduzir as chances de transmissão pelo contato com secreções, a orientação é não permanecer perto de um grande número de pessoas. A medida vale para cidadãos de qualquer faixa etária – assim, neste momento, também representa uma decisão importante evitar locais como clubes, piscinas, praias, bares e casas noturnas.

“Como se proteger de uma infecção viral? Não ter um contato próximo, o que a Organização Mundial da Saúde preconiza, de pelo menos um metro de distância. Evite aglomerações e o contato próximo com outras pessoas, além da higiene ao lavar as mãos com água e sabão”, salienta a diretora do Laboratório de Virologia do Instituto Butantan, Viviane Botosso.
Vale destacar que a recomendação é fundamental para pacientes com idade superior a 60 anos, já que constituem o grupo mais vulnerável. “Os cidadãos acima dessa faixa etária devem evitar aglomerações. É uma recomendação para que eles se poupem e se protejam.

A recomendação é reforçada também para pessoas com sintomas semelhantes aos de gripe ou resfriado comum. Para quem é confirmado positivo para Covid-19, as orientações de restrição são ampliadas, e envolvem medidas como: evitar compartilhar objetos pessoais, ficar em quarto individual, não receber visitas e permanecer em casa até o desaparecimento completo dos sintomas.
Dianto do exposto, como forma preventiva, nossos consultores não estarão realizando visitas aos nossos clientes neste momento, para assim preservar a saúde de todos. Porém estarão atendendo pelo telefone (32) 3743-1826, na qual será direcionado para o consultor responsável pela região de quem entrou em contato. Estaremos atendendo também pelas redes sociais (Instagram e Facebook), e ainda através do menu contato (disponível acima nesse site). Agradecemos a compreensão de todos!

 

 

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO EM LAVOURAS CAFEEIRAS

TERRACEAMENTO

A prática de terraceamento da lavoura, para combater a erosão causada pelo escoamento da água da chuva e facilitar a entrada de máquinas nos cafezais, é uma das alternativas para viabilizar a cafeicultura de montanha.

A técnica baseia-se na criação de terraços através do parcelamento de rampas niveladas. Quando bem planeado e bem construído, reduz as perdas de solo e água pela erosão e previne a formação de sulcos e grotas. Esses tipos de lavouras são comuns em regiões do sul e sudeste da Ásia, na China e no Japão, e utilizados principalmente na produção de arroz.

De acordo com o técnico agropecuário, Denilson Figueiredo, “o terraceamento na China é mais complexo, pois precisa ser inundado para ter o cultivo do arroz”, explica. Na cafeicultura, não há a necessidade da inundação e a técnica se mostra bastante eficaz para garantir uma boa produtividade.

Localizadas em grandes altitudes e altas declividades, as plantações de café no Estado sofrem com a dificuldade da mecanização e os altos custos de produção, principalmente com mão de obra, que são maiores do que em outras regiões mais planas.     Para minimizar esses impasses, a prática tem crescido nessas regiões de maior declive como alternativa para aumentar a competitividade da cafeicultura e reduzir os custos com a colheita manual.

É uma técnica também de preservação de solo, porque aumenta a infiltração de água no solo ajudando no desenvolvimento das plantas e no perfil de solo. Os pés de café ficam no barranco, entre uma rua e outra, e as operações são realizadas dos dois lados. O desaterro é realizado com tratores de esteira, que à medida que remove a terra de uma rua, deslocam esse material para a outra, garantindo uma o aproveitamento do solo. Além disso, concentra a matéria orgânica da superfície justamente na faixa de adubação que já vinha sendo utilizada. Ou seja, a perda de raízes quase não ocorre.

A implantação do terraceamento é indicada nos períodos de poda das lavouras: recepa ou esqueletamento, para garantir maior facilidade nos trabalhos com o solo.

CURVAS DE NÍVEL

A plantação de café vem despertando, novamente, um grande interesse nos agricultores brasileiros, não só devido aos bons preços que a saca do café vêm alcançando no mercado, mas também pelas modernas técnicas de cultivo, o que possibilita a obtenção de uma produtividade bem mais elevada.

Entre as técnicas empregadas no cultivo do café, podemos mencionar a utilização das curvas de nível, que é o nome usado para designar uma linha imaginária que agrupa dois pontos que possuem a mesma altitude. Por meio dela são confeccionados os mapas topográficos, pois a partir da observação o técnico pode interpretar suas informações através de uma visão tridimensional do relevo. Uma curva de nível refere-se a curvas altimétricas ou linhas isoípsas (ligam pontos de mesma altitude), essa é a mais eficiente maneira de representar as irregularidades da superfície terrestre (relevo). 

Os trabalhos de curva de nível para o plantio da lavoura evita perdas de solo e erosão, obtém melhor aproveitamento da água e manejo da cultura nas diferentes fases desde a implantação, formação e produção. As atividades realizadas na propriedade tiveram por objetivo difundir essas técnicas de manejo e conservação do solo para cultura.

CORDÃO DE CONTORNO

Os cordões de contorno vegetais, também chamados de “franjas”, barreiras vegetadas ou “cercas vivas”, têm o papel de aumentar a diversidade vegetal entre as áreas cultivadas e em torno delas; servir de proteção para os cultivos; e aumentar a diversidade na propriedade. Os cordões de contorno podem ser formados por uma ou várias espécies, incluindo a própria vegetação natural e espécies de interesse econômico para o agricultor como: banana, café, mamão, plantas medicinais, ornamentais e outras. Tanto árvores como cercas vivas permanentes e cercas vivas temporárias podem fazer parte dos cordões, sendo que quanto maior a diversidade nos cordões de contorno, maiores benefícios serão alcançados.

            No cafeeiro o cordão de contorno visa criar um ambiente favorável à proliferação de inimigos naturais, bem como o controle de entrada de doenças e patógenos, além de oferecer resistência aos ventos e controle da radiação solar. 

CAIXA DE CONTEÇÃO DE ÁGUA (CAIXA SECA)

Durante o período de chuvas intensas, grande parte dos municípios brasileiros sofre com as enchentes. Até na zona rural esse problema ocorre, levando prejuízos para os produtores. A água da chuva arrasta o solo morro abaixo e destrói estradas, impedindo o escoamento da produção, assoreando córregos e rios. Em tempo de seca, o problema se inverte, mas também provoca danos.

Para resolver esse desequilíbrio, a técnica da caixa seca vem sendo empregada nas estradas com sucesso. Ela nada mais é que um buraco cavado em encostas nas margens das estradas que capta a água da chuva e os sedimentos levados por ela. O método evita enxurradas, voçorocas, assoreamento dos rios e depredação das estradas. Além disso, contribui para o abastecimento do lençol freático e a vazão dos rios.

Eng. Agrônomo e Téc. em Agropecuária Frankciano Rosa Mendes

 

Referencias Bibliográficas:

 (Café: Terraceamento otimiza produtividade e contribui para preservação do solo). Disponível em: < http://revistacafeicultura.com.br/index.php?tipo=ler&mat=61278&cafe–terraceamento-otimiza-produtividade-e-contribui-para-preservacao-do-solo.html> Acesso em: 10/04/2019).

(Novas técnicas no cultivo do café). Disponível em: < http://revistacafeicultura.com.br/?mat=20865> Acesso em: 10/04/2019).

(Emater-RO orienta sobre sistema de curva de nível para implantação de café clonal.). Disponível em: < http://www.emater.ro.gov.br/ematerro/2017/11/03/emater-ro-orienta-sobre-sistema-de-curva-de-nivel-para-implantacao-de-cafe-clonal/> Acesso em: 10/04/2019).

(Curva de nível). Disponível em: < https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/curva-nivel.htm> Acesso em: 10/04/2019).

(CORDÕES DE CONTORNO). Disponível em: < http://www.agroecologia.gov.br/sites/default/files/publicacoes/4-cordoes-de-contorno.pdf> Acesso em: 10/04/2019).

(Como fazer caixa seca. Técnica tem demonstrado bons resultados no combate à seca e à formação de voçorocas). Disponível em: < https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-fazer/noticia/2013/12/como-fazer-caixa-seca.html> Acesso em: 10/04/2019).

PÓS COLHEITA

O cenário atual da cafeicultura exprime uma tendência para a produção cada vez maior de cafés diferenciados de alta qualidade, se tornando uma alternativa interessante para o produtor agregar valor ao seu produto aumentando sua rentabilidade.

A produção de cafés de alta qualidade depende principalmente de um planejamento eficaz de cada etapa da cadeia produtiva do café. Dentre elas, a pós-colheita se destaca como uma das mais importantes, incluindo nessa etapa as fases de processamento, secagem, beneficiamento, e armazenamento do café. Etapas estas, responsáveis pela qualidade final da bebida, realçando características como aroma, doçura, sabor, acidez e corpo.

Inicialmente, na fase de preparo e processamento, o café recém-colhido deve ser limpo (abanado) para a remoção de impurezas e matérias estranhas, como folhas, ramos, terra, paus e pedras. Após a abanação, ainda no mesmo dia preferencialmente, é recomendado que o café seja submetido ao processo de lavagem e separação, retirando impurezas remanescentes e separando os frutos em dois grupos: cereja e verdoengos;  e os “boias”, grãos que estão nos estágios passa/secos ou danificados.

Em sequência, na etapa de lavagem e separação, podem ser adotadas operações que caracterizam o processamento por via seca ou por via úmida. No processamento por via seca, os frutos separados por lotes são encaminhados diretamente para a fase de secagem, no qual são secos integralmente e dão origem aos cafés em coco ou natural. Já no processo por via úmida, lotes com predominância de frutos cerejas passam pelas operações de despolpamento, fermentação e remoção da mucilagem, destinados, posteriormente, à fase de secagem. O investimento por via seca é menor do que no processamento por via úmida.

Após a lavagem, vem a etapa da secagem, onde os grãos processados por qualquer uma das opções (via seca ou por via úmida) precisam passar. Ela consiste na remoção da parte da água desses cafés – que devem atingir um teor de umidade entre 10,5% a 11,5% – para que obtenham condições adequadas para beneficiamento, armazenagem e comercialização. Podem-se recomendar métodos de secagem diferentes em função das condições climáticas da região, desde que se evite a fermentação e que o café não seja submetido a temperaturas elevadas por muito tempo. É preciso ter cautela com temperaturas acima dos 40ºC.

A secagem do café pode ser feita por diferentes métodos. Alguns utilizam energia solar e ventilação natural (como o terreiro suspenso e o terreiro secador coberto) e aquecimento por combustão de biomassa e ventilação forçada (como o secador rotativo ou de caixa).

O beneficiamento é considerado como uma etapa responsável por aprimorar a qualidade da café, devido à eliminação das cascas e a separação dos grãos por diferenças físicas, originando o café beneficiado. É interessante que o beneficiamento seja realizado o mais próximo possível da comercialização, para que as características originais do produto sejam conservadas. Exemplificando, o café em coco quando armazenado em condições ideais (temperatura, umidade, luminosidade) tende a manter algumas características como a cor do grão e a umidade.

Uma das etapas do beneficiamento é a limpeza, onde ocorre a separação de impurezas, sendo realizada por um conjunto de peneiras de diferentes tamanhos e tipos de furos. A segunda etapa consiste no descascamento do café onde ocorre a retirada da casca, sendo essa separada do grão pela própria máquina de beneficiamento.

Alguns cuidados a serem observados antes do beneficiamento: Umidade: ideal entre 10 e 12%, onde abaixo de 10% poderá ocorrer quebra de grãos, e acima de 12% o produto poderá ficar comprometido durante armazenamento. Maquinário: a máquina usada para beneficiar o café deve estar limpa e corretamente regulada para evitar possíveis perdas, como quebra de grãos e mistura dos grãos com cascas.

Com os grãos já beneficiados é possível fazer a classificação do café, na qual são utilizadas máquinas com peneiras e/ou ventilação que separam os grãos por tamanho e densidade. É comum utilizar também mesas dessimétricas e maquinário para a detecção e eliminação de grãos defeituosos.

O café deve ser armazenado de forma adequada para que sua qualidade seja garantida. Os tipos mais comuns de armazenamento são em tulhas, em sacarias de juta e mais recentemente, em big bags. O armazenamento em tulhas possui a vantagem de o cafeicultor ter a opção de estocar maior quantidade de produto por unidade de área. Entretanto, devem-se tomar alguns cuidados, como: manter o ambiente fresco e limpo, evitar o excesso de umidade e cuidados com insetos e animais. Já no armazenamento em sacos de juta e em big bags há vantagens como a possibilidade da separação de lotes, a facilidade de acesso e a maior organização do espaço. É importante ressaltar que os sacos não devem entrar em contato com o chão e parede para evitar o excesso de umidade, utilização de estrados para manter a circulação de ar entre as sacarias.

 Um fato importante e que ocorre com frequência é o branqueamento dos grãos, um indicativo de má armazenagem. Esse fato é caracterizado pela perda de cor dos grãos e, consequentemente, a queda da qualidade de bebida. Alguns fatores de grande influência são a umidade, a temperatura e o tempo de estocagem.

 Deve se ressaltar que as etapas de pós-colheita não melhoram a qualidade do café, mas possibilitam que seja preservada a qualidade inicial que havia sido pré-determinada no campo, pela interação genótipo x ambiente. Assim é de suma importância um processamento pós-colheita bem realizado para que todos os benefícios adquiridos anteriormente sejam conservados.

Eng. Agrônomo e Téc. em Agropecuária Frankciano Rosa Mendes

Referencias Bibliográficas: 

(Pós-colheita: essencial para qualidade do seu café). Disponível em: https://www.cafepoint.com.br/noticias/tecnicas-de-producao/poscolheita-essencial-para-qualidade-do-seu-cafe-90957n.aspx. Acesso em: 13/08/2019.

 

(Boas práticas de pós-colheita influenciam na qualidade dos grãos). Disponível em: https://www.cafepoint.com.br/noticias/tecnicas-de-producao/boas-praticas-de-poscolheita-influenciam-na-qualidade-dos-graos-209666/. Acesso em 13/08/2019.

Análise de solo

O agricultor moderno deve empregar tecnologia adequada do plantio até a comercialização da produção, esses são requisitos básicos para que um empresário agrícola obtenha sucesso na atividade rural.

Como são muitos os fatores que atuam sobre as plantas que irão definir a produção para uma determinada área, nenhuma técnica isolada poderá garantir boa produtividade. O sucesso estará, portanto, em compreender o que a planta necessita e ajustar o meio para que este corresponda as necessidades da cultura. E isso, normalmente, não se faz adotando numa única técnica, mas sim um conjunto de medidas e uma delas é análise química de terra.

O que é análise de solo?

Essa é uma dúvida muito frequente. Análise de solo é uma espécie de exame médico feito no solo, a fim de saber quais as suas propriedades físico-químicas, como o Ph, quantidade de matéria orgânica, NPK, etc. A partir da análise de solo é possível saber qual a quantidade de cada nutriente presente em determinada área.

Com o conhecimento das características do solo fica fácil saber quanto de adubo aplicar e em que lugar, garantindo a uniformidade nutricional do solo.

É importante realizar a análise química da terra porquê é do solo que as plantas retiram os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento, e para certificar de que o solo dispõe dos nutrientes que elas precisam, será necessário providenciar uma análise da fertilidade do mesmo, a qual permitirá fazer uma avaliação prévia da real disponibilidade desses nutrientes no solo. Entre outras informações, a análise irá determinar o Ph do solo (acidez), teores de alumínio, cálcio, magnésio, teores de fósforo, teores de K, teores de S, matéria orgânica e tipo de textura do solo.

Portanto a análise do solo é o melhor meio para avaliar a fertilidade do solo, uma vez em que, com base nos seus resultados, será possível determinar as doses adequadas de calcário e adubo que garantirão a maior produtividade e lucratividade das culturas.

Dessa forma, todos os técnicos que prestam serviços a uma propriedade agrícola devem estar convenientemente preparados para resolver questões relacionadas a interpretação de análise de terra para fins das recomendações para uma boa fertilidade e uma produtividade melhor para os agricultores.

Consultor Agronômico: Juliano R. Chaves.

Fonte: Departamento de Ciência do Solo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ).

Dr. Malavalta e Dr. Cantarella.

Calagem no cafeeiro

 

Você sabe o que significa o termo calagem?

O termo deriva da palavra calcário, que é o corretivo do solo mais usado na agricultura comercial. Calagem é, portanto, a aplicação de um corretivo no solo, com a finalidade de corrigir a acidez, aumentar o PH e melhorar o aproveitamento de macronutrientes, além de fornecer cálcio e magnésio, que são macronutrientes essenciais, e neutralizar os efeitos prejudiciais do alumínio, ferro e manganês, quando em níveis tóxicos.

Além da acidez, a capacidade tampão do solo e a capacidade de troca de cátions (CTC) influenciam na dose necessária de calcário para obtenção dos efeitos desejados. Esse tampão atua para manter inalterada a concentração de hidrogênio (H+) na solução do solo, mesmo em doses crescentes de corretivo. Quanto maior o teor de argila (de boa qualidade) e de matéria orgânica, maior a capacidade tampão.

https://lh4.googleusercontent.com/

Solos mais tamponados (maior capacidade tampão), necessitam de mais calcário para elevar seu pH do que solos menos tamponados (menor capacidade tampão). A capacidade tampão relaciona-se diretamente com os teores de argila e de matéria orgânica do solo, assim como com o tipo de argila. 

Quanto maiores os teores de argila e de matéria orgânica do solo, maior quantidade de calcário deve ser utilizada para corrigi-lo.

O corretivo de solo é todo produto que contém substâncias capazes de corrigir algumas características do solo desfavoráveis às plantas. Um dos principais corretivos da acidez do solo é a rocha calcária moída que comercialmente é denominada calcário.

Por que devo aplicar calcário?

Grande parte dos solos utilizados para o cultivo do café no Brasil, apresenta características químicas inadequadas para o pleno desenvolvimento das plantas e para a obtenção de elevadas produtividades. 


Dentre essas características,podemos citar : elevada acidez, altos teores de Al trocável (Al3+) e deficiência dos nutrientes Ca e Mg, as quais são inadequadas por efeitos diretos ou indiretos sobre as plantas. A elevada acidez do solo (baixo pH) se caracteriza por efeito direto dos íons H+ sobre as raízes, além de reduzir a disponibilidade de diversos nutrientes e aumentar o efeito da toxidez de alumínio,altos teores de Al3+ no solo são tóxicos para as plantas e a deficiência de Ca e Mg por si só já se explica, uma vez que estes são elementos essenciais para a nutrição adequada das plantas.

A calagem, ou melhor dizendo, a aplicação de calcário, se realizada corretamente, pode corrigir ou diminuir esses efeitos negativos, elevando o potencial agrícola dos solos e, consequentemente, aumentando a produtividade das lavouras.

Fonte: Malavolta, 1989

Entenda os efeitos da calagem:

– Adiciona cálcio (Ca), magnésio (Mg) ou ambos e eleva o pH.

– Diminui lixiviação de potássio (K).

– Diminui fixação de fósforo (P).

– Diminui, em alguns solos, a disponibilidade de boro (B), manganês (Mn) e zinco (Zn).

– Aumenta disponibilidade de molibdênio (Mo).

– Aumenta a atividade microbiológica (acelera a decomposição da matéria orgânica – M.O.).

– Torna mais adequadas as condições do solo para a atuação de bactérias fixadoras de nitrogênio.

– Aumenta, na solução do solo, as cargas pH dependentes.

– Induz, dependendo da quantidade aplicada, a movimentação de cálcio e magnésio em maior profundidade.

Onde aplicar? Como aplicar?

Assim como na amostragem de solo e na aplicação do adubo de produção, a aplicação do calcário também deve ser no local de maior atividade radicular, ou seja, sob a saia do cafeeiro. Quando for necessário corrigir o solo também nas entrelinhas, é recomendada a aplicação do calcário em toda a extensão do terreno, cuidando para que a aplicação sob a saia do cafeeiro não seja negligenciada.

Formas de aplicação 
Em regiões montanhosas, a aplicação é feita manualmente, distribuindo sobre o cafeeiro ou em toda a área.

Consultor Agronômico – Pattryck Yan N. Vitor De Oliveira

 

 

Referências bibliográficas

Manual do Café Manejo de Cafezais em Produção desenvolvido pela Emater – MG.

MALAVOLTA, E. ABC da adubação. Editora Agronômica CERES, São Paulo, 1989.

https://www.cafepoint.com.br/noticias/tecnicas-de-producao/necessidade-de-calagem-para-a-cultura-do-cafe-297n.aspx

https://www.cafepoint.com.br/noticias/tecnicas-de-producao/calagem-no-cafeeiro-210519/

Ferrugem do Cafeeiro

A doença foi constatada no Brasil na década de 70 e sua disseminação se deu rapidamente atingindo todas as regiões cafeeiras se tornando a principal doença da Cultura. Tendo como causador o fungo Hemileia vastatrix que ao infectar as folhas, estas apresentam uma massa de esporos de cor laranja ou amarela na face inferior e uma mancha clorótica na face superior, diminuindo a área foliar a ativa, e em seguida, induzem a queda precoce das folhas atacadas.

Fonte: Procafé

As plantas assim desfolhadas perdem suas reservas, o crescimento dos ramos laterais é prejudicado, podendo até mesmo levar a morte destes, consequentemente influenciando negativamente o vigamento da florada futura. Os prejuízos nas regiões cafeeiras onde as condições climáticas são favoráveis, a doença atinge em média 35% da produtividade.

O desenvolvimento do fungo é favorecido por umidade relativa alta, baixa luminosidade (microclima em plantio adensado), temperatura média entre 20 e 24º C baixa altitude, alto índice de enfolhamento e alta carga pendente. A ferrugem ataca inicialmente as folhas da barra do cafeeiro evoluindo para o ápice da planta, em infecções generalizadas.

O controle da ferrugem deve ser feito através da adoção de práticas cultural e controle químico. O emprego de cultivares resistente ou tolerante e adubação equilibrada são exemplos de prática cultural eficiente. Para o controle químico recomenda-se controle preventivo e curativo quando necessário. Sendo que o preventivo deve ser feito a partir do início no período chuvoso, aplicações via foliar e/ou via solo. E o controle curativo assim que  o nível de infestação atingir 5%, aplicações via foliar.

As formas de controle apresentadas tem suas vantagens e desvantagens, cabe ao técnico junto o produtor, estudar e posicionar racionalmente aquela que seja a mais adequada a situação, para que sua atividade continue sustentável por um longo período de tempo.

Consultoria Agronômica – Flávia de Paula Ângelo

Referências:

CHALFOUN, S. M.; ZAMBOLIM, L. Ferrugem do cafeeiro. In: EPAMIG (ed.). Café. Belo Horizonte: Informe Agropecuário, v.11:126, 1985. p.42-46.

 

MESQUITA, C. M. et al. Manual do café: distúrbios fisiológicos, pragas e doenças do cafeeiro (Coffea arábica L.). Belo Horizonte: EMATER-MG, 2016. 62 p. il.

BICHO MINEIRO – Leucoptera coffeella

A praga é originária da África e foi constatada no Brasil em 1850. Ataca exclusivamente o cafeeiro, se alimentando unicamente do parênquima foliar, causando minas (galerias), daí o nome Bicho Mineiro. É uma das pragas-chave da cultura, responsável por grandes prejuízos econômicos, pela diminuição da produção em decorrência da redução da área foliar e da desfolha. O adulto é uma mariposa branca com 6,5 mm de envergadura. A fêmea realiza a postura na face superior da folha, sendo que, após a eclosão, a lagartinha penetra na folha, onde permanece se alimentando, durante toda a fase larval.

Fatores que favorecem sua presença

Regiões com período seco bem definido e prolongado, baixa umidade relativa do ar, localização da lavoura em face soalheira (faces quentes e ensolaradas), uso excessivo de produtos cúpricos, uso de inseticidas pouco seletivos que eliminam os inimigos naturais. A presença do bicho mineiro, atacando a lavoura, é percebida através de lesões típicas, escurecidas, de contorno irregular e tamanho variável.

Controle

O controle químico deve ser iniciado quando for constatado o índice de 30% de folhas minadas. Nas lavouras em formação, deve-se considerar que, mesmo uma pequena desfolha poderá prejudicar o seu desenvolvimento inicial. Nesse caso aos primeiros sinais de ataque do bicho mineiro deverão ser tomadas as providências para o seu controle.

Consultor Agronômico – Claudimar de Souza Alcantara

 

Referências bibliográficas

MATIELLO, J.B.; SANTINATO, R.; GARCIA, A.W.R.; ALMEIDA, S.R.; FERNANDES, D.R. Cultura de café no Brasil – Manual de Recomendações.

Varginha: MAPA/ PROCAFE, 2010. 546 p.

MORAES, J. C.; SANTOS, F.A.; VILELA, M. Identificação e Manejo de Insetos-Praga do Cafeeiro. Il. – Curso MBA Coffee Business. Lavras: UFLA/ FAEPE, 2009. 67 p.

REIS, P.R.; CUNHA, R.L DA.  Café Arábica do plantio à colheita. 1ª ed. 1 v. Lavras: UR EPAMIG SM, 2010. 896 p.

 

ZAMBOLIM, L. Rastreabilidade para a cadeia produtiva do café. Viçosa: UFV/ DFP – Suprema Gráfica e Editora Ltda., 2007. 442 p.

 

Preparo para a colheita do café

O início da colheita dos grãos de café no Brasil varia de acordo com a região, mas normalmente inicia-se no mês de maio e termina em setembro, em algumas regiões pode-se estender até outubro/novembro, isso devido as variações climáticas.

Como todo processo de produção a colheita é muito importante e onerosa, uma vez que requer muita mão-de-obra. Deve ser realizada com muita atenção, pois essa etapa influencia no resultado final esperado, que é um café com boa qualidade de bebida.

Para se ter uma boa colheita é essencial um planejamento de todo o processo, com início na limpeza da lavoura (arruação), consequentemente, para determinar quantidade de mão-de-obra necessário e por quanto tempo, os implementos que serão utilizados e se estão com a manutenção em dia, verificar as condições das instalações (terreiros, tulhas, armazéns, secadores, etc.) caso seja necessário realizar algum reparo, além de analisar cada talhão para programar o momento da colheita, isso deve ser feito analisando o grau de porcentagem de grãos maduros (na fase cereja) e, não mais que 20% de grãos verdes.

Fonte: cafepoint.com.br
Fonte: cafepoint.com.br

Devido a topografia em nossa região a maioria das propriedades optam por uma colheita semimecanizada com pano (utilizando derriçadoras) ou até mesmo manual em áreas muito íngremes. Após a derriça ainda no campo, o café passa pelo seu primeiro processo de pré-limpeza, onde são retirados o excesso de folha, galhos e gravetos. Em seguida, o café é guardado em sacos ou bag’s em local sombreado (não mais que 4 horas) até a retirada da lavoura. Após a medição o café é transportado para o terreiro e/ou secador para assim dar início ao processo de beneficiamento do pós-colheita.

Neste período o produtor deve redobrar sua atenção a todo o processo da colheita para evitar possíveis perdas e prejuízos. E assim, colher os bons frutos de uma lavoura na qual recebeu todos os tratamentos adequados, garantido um produto final de qualidade e com uma alta produtividade.

Consultora Agronômica – Valmira Hoste Dutra

Como obter mais lucros?

O produtor visionário, que tem como objetivo o aumento dos seus lucros, deve conhecer os meios necessários para que em cada etapa da produção ele alcance seu melhor desempenho para um ganho satisfatório. Diante de tantos desafios que estão “da porteira pra fora”, ou seja, gerados por fatores externos, que influenciam em sua produção, como clima, mercado interno e externo, falta de tecnologias, entre outros, torna-se fundamental que o agricultor domine o conhecimento necessário para aperfeiçoar seus métodos de produção. Dentre as estratégias que devem ser usadas no processo produtivo estão o uso da tecnologia adequada, redução de insumos de produção e agregação de valor ao seu produto.

O avanço tecnológico possibilitou a criação de tecnologias voltadas para a agricultura, que auxiliaram o produtor na obtenção de um melhor desempenho produtivo. As maiores finalidades das inovações técnicas são o aumento da eficiência e praticidade para o homem do campo, graças a sua contribuição na diminuição da perda durante a produção, aumento da produtividade e o manejo mais prático da mão de obra.

Além disso, em qualquer cadeia produtiva uma das estratégias utilizadas para obtenção de lucro é a redução dos insumos de produção, que pode ser obtida pela redução da mão de obra, gerada também pelo avanço tecnológico, e o uso adequado dos produtos usados na produção, como fertilizante e defensivos.

Ademais, outro elemento importante para o ganho do agricultor é a agregação de valor ao produto final, que é obtida se conservando a qualidade produtiva do começo ao fim, do cultivo à pós-colheita. Tornando-se indispensável o uso do manejo técnico em todos os estágios da produção. 

Conclui-se, portanto, que o desafio do produtor é alinhar qualidade e produtividade. Só assim seu objetivo final será alcançado.  

 

Consultor Agronômico – Michael Santiago de Vasconcelos